"> Ebola mata médico e governos temem que o surto se torne global - Blog Neto Pimentel

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Ebola mata médico e governos temem que o surto se torne global

VÍRUS JÁ MATOU MAIS DE 670 PESSOAS NO OESTE DA ÁFRICA (FOTO: DIVULGAÇÃO)
VÍRUS JÁ MATOU MAIS DE 670 PESSOAS NO OESTE DA ÁFRICA (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Revista Galileu – Depois de um médico morrer no começo deste mês enquanto tratava de pacientes com ebola em Uganda, o doutor Samuel Brisbane, da Liberia, e o doutor Kent Brantly, dos Estados Unidos, também contraíram o vírus que já infectou mais de 1200 pessoas e matou mais de 670 na África Central desde o início de 2014. Brisbane faleceu neste domingo e Brantly já se encontra em situação estável.

Os médicos trabalhavam no John F. Kennedy Memorial Medical Center para o tratamento da doença quando começaram a apresentar os sintomas: febre, dor de garganta, vômitos, diarreia e hemorragia.

O maior surto já registrado de ebola também infectou um médico em Serra Leoa, mas, segundo agências internacionais, ele já se encontra estável e respondendo aos cuidados que vem recebendo. A mortalidade da doença no continente já chegou aos 90% e isso tem preocupado os profissionais de saúde, enviados para esse território exatamente com a intenção de diminuir as vítimas do vírus.

A transmissão pode ser feita através do contato com sangue, secreções ou fluidos corporais dos infectados e muitos chegam à morte rapidamente, já que ainda não há cura para a doença. Outro fator que não tem facilitado a erradicação do ebola é que os sintomas iniciais como febre e dor de garganta são muito parecidos com o de outros problemas de saúde.

E há outro caso específico que está deixando o continente em pânico. Patrick Sawyer, um oficial de finanças da Libéria, passou mal por causa da doença enquanto voava para a Nigéria – depois morreu em um hospital de Lagos, a maior cidade do país, com 21 milhões de habitantes. Os governos temem que um surto em uma região tão populosa quanto essa possa causar uma epidemia global.

Para não deixar isso acontecer, o hospital onde Sawyer morreu preparou uma ação, assim como o governo da Nigéria. O First Consultants Hospital se localiza em uma das regiões mais populosas da cidade e está fechado desde que o consultor faleceu, no dia 20. “O hospital foi evacuado e o processo de descontaminação já está iniciado”, disse Jide Idris, comissário de saúde do estado.

Além disso, a equipe médica que esteve em contato com Sawyer se encontra isolada e monitorada diariamente. As autoridades também estão de olho nas 59 pessoas que estiveram em contato com o homem de 40 anos, mas a lista de passageiros que voaram junto dele ainda não foi liberada, segundo a agência Reuters.
                             

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