"> BREJO-MA: Participe da comemoração alusiva aos 200 anos do nascimento de Cândido Mendes que será realizada na manhã deste domingo 21/10. Confira a programação! - Blog Neto Pimentel

sábado, 20 de outubro de 2018

BREJO-MA: Participe da comemoração alusiva aos 200 anos do nascimento de Cândido Mendes que será realizada na manhã deste domingo 21/10. Confira a programação!

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Biografia 

Cândido Mendes de Almeida

(Brejo – MA: 1818 – RIO DE JANEIRO – RJ: 1881)

Nasceu em Brejo (antiga freguesia de São Bernardo do Brejo dos Anapurus), Maranhão, a 14 de outubro de 1818, filho do capitão de milícia Fernando Mendes de Almeida e de D. Esméria Alves de Almeida.

Cândido Mendes realiza seus estudos primários em seu estado de origem, transferindo-se para Pernambuco a fim de cursar a Faculdade de Direito. Assim, forma-se na Faculdade de Direito de Olinda (hoje, a Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco, no Recife), em 1839, aos 21 anos de idade.

Durante seus estudos tem contemporâneos notáveis, como o incomparável Augusto Teixeira de Freitas (da turma de 1837) e Antônio Herculano de Sousa Bandeira (da turma de 1838).

Cândido Mendes atua, então, como advogado, alcançando grande destaque em suas causas, ganhando maior relevância com o passar dos anos. Além disso, dedica-se ao jornalismo, fundando dois periódicos no Maranhão, "O Brado de Caxias" e "O Observador".

Cândido Mendes casa-se com Rosalina Ribeiro Campos, tendo o casal dois filhos: Fernando Mendes de Almeida (1845-1921), também jornalista e Senador, e Cândido Mendes de Almeida Filho (1866 – 1939). O primeiro, conde Mendes de Almeida. O segundo, dedicou-se ao ramo educacional que deu origem ao complexo universitário Cândido Mendes, na cidade do Rio de Janeiro.

Foi promotor público e professor de História e Geografia em São Luís e membro da Academia Maranhense de Letras.

​Elegeu-se Deputado e Senador pelo Estado do Maranhão. Transferiu sua residência para o Rio de Janeiro e ali ocupou importantes funções.
Deixou uma vasta bibliografia e suas principais obras:

• PINSÔNIA (projeto de criação da Província de Pinsônia abrangendo a região do Cabo do Norte no Amapá. Paço da Câmara dos Deputados, 1° de julho de 1853);

• A CAROLINA ou A DEFINITNA FIXAÇAO DE LIMITES ENTRE AS PROVÍNCIAS DO MARANHÃO E DE GOIÁS (Rio, 1854);

• MEMÓRIAS PARA HISTÓRIA DO EXTINTO ESTADO DO MARANHÃO (2 vols. Rio, 1860 / 70);

• DIREITO ECLESIÁSTICO BRASILEIRO (4 vols. 2 temas, Rio 1866/73);

• ATLAS DO IMPÉRIO DO BRASIL (Rio, 1869); CÓDIGO FILIPINO OU ORDENAÇÕES E LEIS DO REINO DE PORTUGAL (Rio, 1870, livro considerado básico para o conhecimento da legislação portuguesa);

• PRINCÍPIOS DE DIREITO MERCANTIL E LEIS DE MARINHA (2 vols. Rio, 1874);
 
• ARESTOS DO SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA (Rio, 1880).

Cândido Mendes era chamado por seus colegas do Senado e da Magistratura de "o fazedor de leis". Não conseguiu criar a Província de Pinsônia, mas, se vivo fosse, teria tido a

satisfação de ver, em 1943, o Presidente Getúlio Vargas criar o Território Federal do Amapá, ou seja, a criação da Província de Pinsônia.

O eminente Senador e Jurista visitou os antigos distritos de Aricari, Macapá e Mazagão nas campanhas políticas para o Senado, tendo merecido 80% dos votos do eleitorado amapaense. Como homenagem póstuma foi dado seu nome a principal rua do comércio de Macapá. (Antologia da Cultura Amazônica VoI. 04, fls. 87 a 96).

O ilustre senador brejense é homenageado em sua terra natal com o nome da primeira Escola Pública da cidade (C. E. Cândido Mendes), uma Rua, um Cartório Eleitoral e uma Cadeira, como Patrono, na Academia Brejense de Artes e Letras.

Cândido Mendes faleceu no Rio de Janeiro, em 1º de março de 1881.



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